Rio Paraíba do Sul registra o menor nível desde 1998.
O Rio de Janeiro acendeu a “luz amarela” para o risco de crise hídrica. Os reservatórios do Rio Paraíba do Sul, que atendem quase 11 milhões de pessoas na Região Metropolitana, operam com apenas 33,32% de sua capacidade útil. Segundo a ANA, o índice é quase a metade do registrado em 2025, informa o jornal O Globo.
Embora não haja risco imediato de desabastecimento, a baixa quantidade de chuvas preocupa especialistas, sendo este um dos piores níveis desde 1998.
CENÁRIO DOS RESERVATÓRIOS 💧
A situação das bacias que alimentam o sistema é preocupante:
• Funil (Itatiaia): Queda de 100% para 63% de chuvas em relação à média
• Paraibuna e Jaguari: Volumes cerca de 35% abaixo da média histórica
• Volume total: 33,32% (contra 65,51% em janeiro de 2025)
• ANA propôs reduzir o limite mínimo do Funil para 20% para preservar estoques
O IMPACTO NO ABASTECIMENTO 🚿
O sistema atende setores estratégicos e uma vasta população:
• 9 milhões de pessoas dependem do Sistema Guandu
• 1,8 milhão de pessoas são atendidas pelo sistema Ribeirão das Lajes
• 11 municípios da Região Metropolitana dependem diretamente dessas águas
• O verão de 2026 deve seguir com chuvas abaixo da média, dificultando a recuperação
POR QUE IMPORTA 🚨
• O Paraíba do Sul é o “coração hídrico” do Sudeste (RJ, SP e MG)
• A falta de chuvas obriga a adoção de medidas de contenção precoces
• Reflete a crise no Sistema Cantareira (SP), que também opera em baixa
O QUE DIZEM OS ÓRGÃOS 🗣️
As instituições responsáveis afirmam que:
• Cedae: Os sistemas operam com capacidade máxima e monitoram os níveis
• ANA e Ceivap: Realizam reuniões semanais para evitar o “alerta vermelho” • Light: Geração e distribuição de energia seguem normais no momento
A recomendação é de uso consciente, já que a estação chuvosa termina em março e pode não normalizar os estoques.
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